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terça-feira, 22 de março de 2011

Dia Mundial da Água: você sabe qual seu potencial de economia?


Publicada em 22/03/2011 pelo UOL - Economia.

"SÃO PAULO – Nesta terça-feira (22) é comemorado o Dia Mundial da Água, um bem natural que necessitamos para sobreviver, mas que é finito e não temos capacidade de renová-lo. Diante da emergência de economizar esse líquido, é importante conhecer o quanto de água gastamos e o quanto temos capacidade para economizar.

Paulo Costa, consultor da H2C, empresa especializada em programas de uso racional da água, ensina qual conta cada consumidor deve fazer para saber quanto de água está gastando.

Primeiro, pegue o quanto de água é consumida na casa em metros cúbicos por mês (isso vem descrito na conta). Multiplique esse número por mil e você terá a quantidade de litros consumidos. Então, divida esse resultado pelo número de pessoas que vivem na casa e em seguida pelos dias do mês. Dessa forma você terá o valor dos litros que cada morador gasta por dia.

* Consumo em metros cúbicos por mês x 1.000 = litros da casa

* Litros da casa / número de pessoas na casa e pelos dias do mês = litros de pessoa por dia

“Se esse resultado for igual ou maior do que 200 litros, essa residência tem um bom potencial de economia”, afirma Paulo. Para a ONU (Organização das Nações Unidas), o ideal de consumo é de 110 litros de água por dia para cada pessoa, lembra Costa. Por isso, as pessoas que usam mais de 200 litros têm chance de diminuir mais de 50% do consumo.

Calcule a vazão das torneiras
Após realizar essa conta, é hora de descobrir quanto as torneiras e os chuveiros estão gastando por minuto. Para isso, utilize dois baldes graduados (com marcação dos litros): um menor para as torneiras e outro maior para o chuveiro. Dessa forma, você vai conhecer qual é a vazão de água deles, sendo que:

* Torneiras não devem derramar mais de 4 litros e meio de água por minuto

* Chuveiro, de 5 a 16 litros

Se as torneiras estão gastando mais do que a quantidade descrita acima, saiba que existem reguladores de vazão, aparelhos que são instalados na torneira para que ela elimine menos água. Outra opção é o arejador. "Ele mistura ar à água, aumentando a sensação de volume", indica Paulo.

Chuveiro econômico
Paulo explica o que acontece com o chuveiro nas duas estações do ano: inverno e verão. Muitos deles já vêm com restritor de vazão, que é acionado na opção “inverno”, pois a resistência não daria conta de aquecer a água, se muito líquido fosse derramado.

Porém, no verão, há pessoas que tiram o restritor, que faz o chuveiro gastar de 5 a 16 litros de água por minuto, fazendo com que a vazão chegue a 45 litros por minuto. Isso não só aumenta o desperdício como eleva consideravelmente os gastos.

A dica de Paulo é verificar qual a vazão do seu chuveiro e, dependendo da quantidade que gasta, instalar o restritor. "Os modelos mais simples custam a partir de R$ 5", destaca.

Menos água na bacia sanitária
Em relação a esses aparelhos, Paulo explica que cada acionamento dispensa de 12 a 18 litros de água. E isso é muito, principalmente se levarmos em conta que há válvulas econômicas, que gastam entre 3 e 6 litros.

Nos vasos, o cano que leva os dejetos faz uma curva para cima e outra para baixo. É o que se chama de sifão. Nessa curva, uma certa quantidade de água é acumulada e, quando a válvula é acionada, a enxurrada que desce empurra os dejetos. “Quanto menor for o sifonamento, melhor será o funcionamento dela”, explica.

Faça sua parte
De acordo com Paulo, “tecnologia nós temos de sobra, só falta a atitude”. Da parte dos consumidores, falta o conhecimento para comprar produtos que gastam menos água, pois eles têm preço equivalente aos demais e não há motivo para deixar de economizar.

Já por parte dos governantes, falta fazer campanhas constantes de conscientização, direcionando a informação, que hoje é fragmentada, e também oferecer incentivos para a troca de equipamentos.

"Nenhuma troca de produto, porém, será eficiente se não for acompanhada de mudança de atitude. Evitar maus hábitos e vícios de desperdício é a maior contribuição que podemos oferecer para a conservação dos recursos hídricos. Vale lembrar que água tratada já é considerada um dos bens mais escassos do planeta", alerta."

quinta-feira, 17 de março de 2011

Clima e Consumo em São Paulo/Exposição Itinerante Homem Refluxo nas bibliotecas

O Idec em parceria com o Vitae Civilis e apoio do FEMA - Fundo Especial de Meio Ambiente mantido pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo – SVMA, está desenvolvendo a iniciativa “Clima e Consumo em São Paulo” Que trata dos impactos climáticos de nossos padrões de consumo.

A iniciativa conta com a realização de variadas intervenções urbanas com o propósito de abordar problemas de grande impacto nas mudanças climáticas em São Paulo: a geração excessiva de resíduos sólidos; o excesso de carros e a falta de um plano de mobilidade sustentável para cidade, aumento das enchentes e a falta de informação da origem da carne que favorece o desmatamento.

As intervenções urbanas acontecerão nos bairros da Barra Funda, Perdizes, Lapa, Vila Leopoldina, Vila Jaguara e Jaguaré.

Fique atento a programação do mês de março e participe das atividades:

Exposição Itinerante Homem Refluxo nas bibliotecas

O projeto “Homem Refluxo” nasceu de uma ideia original do artista multimídia Peri Pane. Durante uma semana, ele guardou todo o seu lixo sólido em uma capa de plástico transparente, chamada de parangolixo-luxo. Essa performance aconteceu nas ruas de São Paulo durante sete dias e foi gravada em vídeo e registrada em um livro-diário.

O parangolixo-luxo e o vídeo serão expostos em 3 bibliotecas na região da Lapa terminando o ciclo da exposição num bate-papo sobre consumo e mudanças climáticas em São Paulo, com a presença do multiartista na Biblioteca Mario Schenberg no dia 25 de março às 15h.

Agenda

17, 18 e 19 de março Biblioteca Clarice Lispector
(Rua Jaricunas, 458, Alto da Lapa, São Paulo)

21, 22 e 23 de março Espaço de Leitura Cecília Meireles
(Rua Araçatuba, 522, Vila Romana, Lapa)

24, 25 e 26 de março Biblioteca Mario Schenberg
25 de março - bate-papo com Peri Pane, O Homem Refluxo
(Rua Catão, 611, Lapa)

Realização:
Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor
Vitae Civilis
Homem Refluxo

Apoio: Prefeitura de São Paulo, Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas, FEMA - Fundo Especial de Meio Ambiente mantido pela Secretaria do Verde e Meio Ambiente da cidade de São Paulo – SVMA

Mais informações: www.climaeconsumo.org.br

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Evento discute a comunicação consciente

Publicada pelo Planeta Sustentável.

Nos dias 28 e 29 de setembro, a segunda edição do Unomarketing discutirá como profissionais de comunicação e marketing podem auxiliar no processo de conscientização socioambiental de fornecedores, clientes e consumidores, a partir das campanhas e ações que desenvolvem.

Para isso, o evento sediará o “Seminário Comunicação Consciente”, que contará com palestras de grandes especialistas no assunto. Entre os temas que serão abordados, estão:
– “Responsabilidade pessoal: ética, inovação e autenticidade nos processos criativos”;
– “A comunicação como processo educativo e transformador” e
– “A tecnologia e disseminação da cultura da transparência”.

Cada palestra contará, ainda, com um “Sintetizador” e “Multiplicadores”, ou seja, especialistas que debaterão o tema com o ministrante e um moderador, que sintetizará o conteúdo da apresentação e todas as perguntas feitas pelo público do evento durante a palestra.

Paralelo ao seminário, o Unomarketing promoverá também uma Feira, com exposição de empresas de comunicação e marketing que já possuem ações alinhadas com o conceito de sustentabilidade socioambiental, a fim de conscientizar seus consumidores, clientes e fornecedores.

Os interessados em participar já podem fazer inscrição no site do evento.

Unomarketing
Data: 28 e 29 de setembro
Horário: das 9h às 19h
Local: Fecomercio
Endereço: Rua Doutor Plínio Barreto, nº 285 – São Paulo/SP
Mais informações no site do evento

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Governo lança plano de ação para produção e consumo sustentáveis


Publicada em 20/09/2010 pelo Valor Econômico. Autora: Célia Rosemblum.

"O Ministério do Meio Ambiente vai lançar em meados de novembro o Plano de Ação para Produção de Consumo Sustentáveis (PPCS) - uma plataforma em que o setor privado, o governo e a sociedade poderão compartilhar um conjunto de instrumentos que ajude a disseminar práticas mais verdes entre os brasileiros.

"Discussão de meio ambiente não é prerrogativa de ambientalistas, é prerrogativa de todos nós", afirma Izabella Teixeira, ministra do Meio Ambiente, que está à frente da iniciativa. O plano, explica, pretende favorecer o diálogo e construir pontes com outros planos e programas, como o Plano Nacional do Clima, o Plano Nacional de Educação Ambiental, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, cuja regulamentação deve ficar pronta na mesma época.

O objetivo é ambicioso: mudar os níveis de produção e consumo no país, colocar impactos sociais e ambientais como critério de escolha dos consumidores, fazer a preocupação com o uso racional de recursos uma constante no planejamento corporativo, fomentar a economia verde. Mas, ressalta a ministra, "dentro de um patamar realista".

Para os próximos três anos, foram definidos seis pontos prioritários de articulação de iniciativas, muitas delas já em curso: educação para o consumo sustentável, compras públicas sustentáveis, agenda ambiental na gestão pública, aumento da reciclagem de resíduos sólidos, promoção da construção sustentável, varejo e consumo sustentáveis.

Um dos grandes trunfos para a evolução do plano está nas mãos do governo: as compras públicas.

"Elas são um indutor extremamente importante", explica Samyra Crespo, secretária de Articulação Institucional do ministério. A adoção de critérios de sustentabilidade nesse processo, já prevista em algumas instâncias federais e também já realizada com sucesso em alguns Estados, deve ter forte impacto no mercado. Dados do Ipea, explica, indicam que as compras nas três esferas de governo respondem por 12% a 17% do PIB.

Além de ampliar a oferta de produtos e serviços em padrões mais verdes, o estímulo às compras sustentáveis no setor público também se traduz em crescimento da chamada economia de baixo carbono, em que as alternativas de baixo impacto ambiental são privilegiadas nos negócios. O conjunto de instrumentos previsto para estimular esse processo inclui estabelecimento de leis, criação ou supressão de tributos, oferta de subsídios para determinados materiais e até estabelecimento de uma série de produtos que seriam prioritários em licitações públicas.

Para isso, porém, é preciso superar um problema constante nesse campo, a chamada "judicialização das licitações públicas", em que a adoção de critérios adicionais à qualidade e preço é questionada por potenciais concorrentes e onera, além de tornar mais lento, os processos. Assim, experiências estaduais bem-sucedidas, como as realizadas em São Paulo e Minas, podem ajudar a consolidar um amparo jurídico para que as práticas sustentáveis nas licitações se avolumem em outras esferas de governo. O quadro começou a ganhar novos contornos em janeiro, quando o Ministério do Planejamento publicou a Instrução Normativa no 1, de 19 de janeiro de 2010 - que estabelece critérios de sustentabilidade ambiental para aquisição de bens, contratação de serviços ou obras pela administração pública federal direta, autarquias e fundações -, e lançou o portal de contratações públicas sustentáveis, com modelos para contratos. A regra prevê, por exemplo, que processos de extração ou fabricação, utilização e descarte de produtos e matériasprimas devem ser contemplados na escolha de fornecedores.

Até o fim do ano, cerca de 400 gestores públicos serão capacitados para aplicar as novas legislações, uma prática que, segundo Samyra, ainda costuma ser evitada pelo risco de o processo acabar na Justiça por conta da "adicionalidade".

A adoção desses critérios de forma consistente nas obras para a Copa de 2014 e Olimpíada de 2016 é um dos focos do plano.

A proposta do PPCS, resultado de um trabalho conjunto de oito ministérios - Ciência e Tecnologia, Educação, Desenvolvimento, Cidades, Planejamento, Desenvolvimento Agrário e Desenvolvimento Social, além do Meio Ambiente-, entidades representativas do setor produtivo, comoCNI eCNT, além de organizações como o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre) e Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, está disponível para consulta pública até 5 de novembro no site do Ministério do Meio Ambiente.

"É uma obra em andamento", diz a ministra. De grande porte: o plano costura boa parte das iniciativas de sustentabilidade que governo, empresas e sociedade desenvolveram na última década.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Casa Cor - MG aposta na sustentabilidade

Imagem da internet. Meramente ilustrativa

Com o tema "Sua casa, sua vida, mais sustentável e feliz", evento confirma seu compromisso com a sustentabilidade

Em um esforço conjunto, a Casa Cor Minas Gerais e o Grupo Sustentax se uniram para disseminar os conceitos e práticas sustentáveis de modo a fazer com que os profissionais possam desenvolver seus ambientes incorporando conceitos de responsabilidade socioambiental e de salubridade, e ao mesmo tempo mantendo a sofisticação e a originalidade. “O resultado serão espaços criativos e de muito bom gosto, com mais qualidade ambiental, conforto térmico e aprazibilidade”, acrescenta João Grillo.

O grande desafio deste ano é ter a sustentabilidade permeando todas as etapas dos projetos, desde a criação, concepção, implantação até a desmontagem. “Estamos desenvolvendo um trabalho de profundidade para que a Casa Cor também passe a ser reconhecida como referência mundial em sustentabilidade em arquitetura de interiores, decoração e paisagismo”, explica Paola Figueiredo, Vice-Presidente do Grupo Sustentax.

A maioria das pessoas ainda confunde sustentabilidade com ecologia, com baixo conforto, com primitivismo, com baixa qualidade, com falta de beleza, com ausência de sofisticação, etc. “É importante considerar que sustentabilidade é, antes de tudo, inovação e criatividade para melhorar a qualidade de vida e impactar menos o planeta”, afirma Paola.

Ao dar preferência a eletrodomésticos mais eficientes com o Selo Procel; a madeiras com os selos FSC ou CEFLOR; a produtos de construção e decoração (adesivos, selantes, metais sanitários, pisos, revestimentos, tecidos e tintas) com o Selo Sustentax; com conteúdos reciclados; matéria prima rapidamente renovável, entre outros, os profissionais – arquitetos, decoradores e paisagistas que participam da Casa Cor Minas Gerais, vão cumprir seu papel na expansão deste conceito no mundo contemporâneo. “É possível, sim, construir um ambiente elegante, de alta qualidade, com esta consciência, finaliza Ernesto Lolato.

Inserida no calendário de eventos da cidade de Belo Horizonte, 16ª edição da Casa Cor Minas Gerais vai acontecer no Edifício ArcelorMittal, na Avenida João Pinheiro, 580, bem próximo à Praça da Liberdade. Entre os dias 24 de agosto e 05 de outubro, o maior evento de arquitetura, design e decoração de interiores do Estado promete, mais uma vez, surpreender e encantar o público, apresentando 63 projetos.

SERVIÇO:

CASA COR MINAS GERAIS
Local: Avenida João Pinheiro, 580 - antiga sede da ArcelorMittal.
Período: 24 de agosto a 05 de outubro
Horário: De terça a sexta: 14h00 às 22h00
Sábado: 13h00 às 22h00
Domingo: 12h00 às 19h00

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Rio ganha lei que bane sacola plástica


Publicada em 29/03/2010 pelo O Estado de São Paulo.

Ambiente. Sacolas descartáveis voltaram ao centro das discussões; no Rio entra em vigor em julho lei que restringe seu uso e estabelece que redes de supermercados ofereçam descontos e alternativas aos consumidores, que ainda resistem à mudança

O Rio é o primeiro Estado do País a ter uma lei para controlar o consumo excessivo de sacolas plásticas. Em 15 de julho, entra em vigor a Lei nº 5.502, que regulamenta o uso das sacolas nos supermercados dos 92 municípios cariocas. Ainda não é o banimento total, como fizeram outros países, onde cada consumidor leva sua própria embalagem para carregar produtos e alimentos.

Para reforçar a luta pela redução no consumo de sacolas, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, distribuiu ontem três mil sacos retornáveis a quem passava pela Praia de Ipanema. "O meio ambiente não aguenta. Ano passado conseguimos reduzir 600 milhões de sacolas plásticas. A meta pra esse ano é de 1,5 bilhão", afirmou o ministro.

No Rio, os supermercados serão obrigados a oferecer alternativas, como caixas de papelão, além de dar desconto de três centavos a cada cinco produtos que o consumidor comprar sem usar a embalagem do local. Segundo a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, até 2012 todos os estabelecimentos deverão estar adaptados.

Cada sacola, feita a partir do petróleo ou do gás natural, demora cerca de quatro séculos para se dissolver na natureza. E, no Brasil, o consumo é alto: são 12 bilhões de sacolas por ano. Um milhão e meio a cada hora. Pelo menos 20% delas, segundo cálculo do Ministério do Meio Ambiente, acabam descartadas e ajudam a entupir bueiros, poluir rios e infestar o fundo do mar.

Arroz e feijão. A lei determina também que o supermercado é obrigado a dar um quilo de feijão ou arroz ao consumidor que devolver 50 sacolas. Elas terão de ser encaminhadas para reciclagem. "O estímulo econômico é capaz de mudar hábitos", define Marilene.

Resta saber se o consumidor vai aderir à lei. Hoje, cerca de 80% das sacolas são usadas para colocar o lixo doméstico - e, sem as sacolas, muitas pessoas não sabem o que fazer com os resíduos domésticos. "Para o lixo úmido não há nada melhor do que o plástico, mas é preciso usar com mais critério", defende Fernanda Daltro, coordenadora da campanha Saco é um Saco, do Ministério do Meio Ambiente.

Algumas redes já se anteciparam à lei. O Carrefour planeja banir até 2014 as sacolas plásticas nas suas lojas no Brasil. "Fizemos isso na Espanha, França, Bélgica, Polônia, Itália e China. Os brasileiros já têm maturidade para ter uma nova forma de se relacionar com a sacola plástica", defende Paulo Pianez, diretor do grupo.

O Walmart também já aderiu à campanha. Há um ano, a rede dá desconto a quem dispensa a sacola plástica nas 300 lojas nas regiões Nordeste, Sul e Centro-Oeste do País. Segundo cálculos da rede americana, o programa tirou de circulação 16,6 milhões de sacolas no período. Nas filiais cariocas, o projeto entra em vigor em 60 dias.

O grupo Pão de Açúcar ainda estuda mudanças para cumprir a lei. "Temos grande interesse nesta questão. Fomos a primeira empresa do varejo a adotar medidas para reduzir embalagens", diz Paulo Pompilio, diretor de relações institucionais do grupo.

Ícone. Agora só falta o consumidor se acostumar. "A sacola é o ícone do desperdício. Leis como esta tiram a gente da zona de conforto", defende Fernanda Daltro. Ela resume o hábito de muitos consumidores atuais: pegamos a sacola de graça, jogamos fora, não nos preocupamos em separar o lixo. "Vai dar trabalho mudar, mas não dá para fugir desta questão por muito tempo."


DICAS

Quantidade
Sempre que for possível, prefira embalagens que tragam maior volume de produto (5kg de açúcar ou arroz em vez de 1kg, por exemplo) ou compre a granel
Excesso
Procure comprar produtos que usem uma menor quantidade de embalagens: biscoitos que usam uma grande embalagem para todos em vez daqueles que trazem cada um embalado individualmente, por exemplo
Lixo
Em casa, prefira um lixo maior, para usar um saco grande em vez de várias sacolinhas
Ecobag
No mercado, leve sua própria sacola de compras.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Torcida sutentável


É tempo de Copa do Mundo e o verde e amarelo (azul e branco) toma conta das ruas de todo Brasil. Como é gratificante ver o "orgulho de ser brasileiro" (mesmo que seja só em tempo de Copa.)

Hoje é o dia do primeiro jogo do BRASIL! Por isso, o Cola Social resolveu dar algumas dicas para tornar nossa torcida mais sustentável!!!

1. Produza menos lixo! Dê preferência aos copos de vidro e se for utilizar copos plásticos, procure não desperdiçar. Prefira também as garrafas retornáveis.

2. Reúna os amigos! Além de ser mais divertido assistir ao jogo com amigos, a torcida unida ajuda a evitar o desperdício de energia.

3. Reutilize sua camisa! Você deve ter camisas, adereços e objetos nas cores do Brasil usados na Copa passada. Seja consciente e evite o consumo desnecessário.

4. Cuidado com os excessos! Em tempos de Copa do Mundo é comum ver a galera "enfiando o pé na jaca". Lembre-se que além de você existem outras pessoas na rua. Respeite os limites do próximo e seja um bom torcedor... afinal você quer ver o Brasil ganhar a Copa, não é mesmo? Se for beber, não dirija.

Vamos lá seleção!!! BRASIL!!!!

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Até a copa do mundo ficou mais verde

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Site orienta consumidores no descarte de resíduos eletroeletrônicos


Além de auxiliar consumidores no processo de descarte de eletroeletrônicos, serviço informa sobre programas de logística reversa realizados por fabricantes do setor.

Por Cempre

Desde o dia 10 de abril, consumidores de todo o Brasil contam com um serviço online de informações sobre programas de logística reversa realizados por fabricantes de eletroeletrônicos. No mesmo site há também orientações para o descarte correto de televisores, computadores, celulares e outros resíduos eletroeletrônicos. Trata-se do hotsite Eletroeletrônicos, que pode ser acessado em: http://www.cempre.org.br/eletroeletronicos.

A iniciativa é do Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre) e foi lançada durante a cerimônia de assinatura de uma parceria entre o Cempre e o Ministério do Meio Ambiente (MMA). O convênio prevê a produção conjunta de um estudo qualitativo preciso sobre o atual cenário e as atividades do setor de eletroeletrônicos. O mapeamento servirá como base de orientação das políticas públicas que regulamentam o setor.

Na ocasião, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, declarou que a iniciativa reflete a junção da gestão pública ambiental com a iniciativa privada para a formatação de um diagnóstico preciso sobre as atividades de reciclagem de eletroeletrônicos no Brasil. "Para ser sério, um estudo deve passar necessariamente pela iniciativa privada, que é quem detém os números de mercado do setor", defendeu.

Victor Bicca, presidente do Cempre, ressaltou a postura pro-ativa da parceria já que foi firmada mesmo antes da aprovação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. "O estudo vai orientar políticas públicas para a reciclagem e vai revelar de fato onde estão os principais entraves para a reciclagem dos eletroeletrônicos no Brasil".

Política Nacional de Resíduos Sólidos

Depois de tramitar por quase 20 anos na Camara dos Deputados, a proposta da Política Nacional de Resíduos Sólidos foi aprovada em março último e está prestes a ser votada pelo Senado. A expectativa é que a lei seja sancionada pelo presidente da República no Dia Mundial do Meio Ambiente, que se comemora em 5 de junho.

Na prática, a proposta obriga os fabricantes a realizar a logística reversa, que consiste no reconhecimento de seus produtos pós-consumo. Segundo o Cempre, apenas 12% das 170 mil toneladas do lixo urbano produzido diariamente no Brasil é reciclado. Aprovada a lei, prevê-se que o Brasil passe a reciclar 25% do material até 2015.

Um relatório divulgado pela ONU no início do ano classificou o Brasil como o maior produtor de lixo eletrônico entre os países emergentes, com uma média de meio quilo por habitante por ano. Número acima dos chineses e indianos, com 250g e 100g, respectivamente. Clique aqui para ler o relatório na íntegra.

Fonte: Cempre/EcoAgência

terça-feira, 11 de maio de 2010

III Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos


Evento será sediado em Macaé (RJ) e terá como tema “Consumo Consciente por uma Economia Sustentável”

Promovida desde 2008 pela revista Visão Socioambiental (visaosocioambiental.com.br) e parceiros para disseminar conceitos e estimular ações de Responsabilidade Social e Sustentabilidade nos municípios da área de influência da Bacia de Campos, região que tem como principal atividade econômica a exploração de petróleo - fonte energética não renovável -, a Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos (feirarsebaciadecampos.co m.br) será realizada este ano nos dias 19, 20 e 21 de maio, no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho (Macaé Centro), das 14h às 21h.

Como aconteceu nas duas versões anteriores, a III Feira de RSE Bacia de Campos – cujo tema central é "Consumo Consciente por uma Economia Sustentável" - terá a participação de empresas, organizações não governamentais, gestores públicos, universidades, profissionais liberais, estudantes, instituições de classe, entidades socioambientais, entre outros.

No evento estão incluídos stands, Fórum com palestras, painéis e mesa-redonda, Rodada de Negócios Sustentáveis, Sala de Projeção de Filmes e Vídeos ambientais, apresentações artísticas e culturais com talentos da terra e artistas já consagrados etc. A entrada é inteiramente gratuita, inclusive para o Fórum, bastando o interessa do se credenciar pela internet ou no local.

A III Feira de RSE Bacia de Campos contará com a participação de nomes consagrados na área de Responsabilidade Social Empresarial e Sustentabilidade, tais como a economista Amyra El Khalili, o também economista e ambientalista Sérgio Besserman, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e de Governança Metropolitana do Rio de Janeiro e professor de economia brasileira na PUC-Rio, a jornalista Amélia Gonzalez, editora do caderno Razão Social de O Globo, Higino Aquino, presidente do Instituto Brasileiro de Florestas, entre outros convidados, além de representantes de organizações não governamentais e de grandes empresas e entidades que lideram o movimento em prol da sustentabilidade no Brasil e no exterior.

De acordo com o jornalista Martinho Santafé, diretor da Revista Visão Socioambiental, as du as Feiras anteriores mostraram ser o evento uma excelente oportunidade para a troca de conhecimentos e experiências, possibilitando, inclusive, o surgimento de parcerias e de ações pela sustentabilidade regional envolvendo atores diversos, como prefeituras, entidades empresariais, sindicatos, universidades, ONG´s e Agendas 21 locais. “O grande objetivo da Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos é sensibilizar pessoas a participarem ativamente da construção de um mundo mais sustentável”, diz o jornalista.

Serviço

O quê: III Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos
Quando: 19, 20 e 21 de maio de 2010
Horário: 14h às 21h
Onde: Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho (Macaé Centro)
Endereço: Rodovia Amaral Peixoto, Km 170 - Barreto – Macaé/RJ
Mais informações: http://www.feirarsebaciadecampos.com.br

Entrada gratuita, mediante credenciamento, incluindo a participação no Fórum de Palestras.

Fonte: Agência de Notícias do Terceiro Setor (via e-mail).

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Carrefour apóia projetos de consumo e produção sustentável

Publicado em 10/05/2010 pelo GIFE.

Líder no varejo de alimentos nacional e em parceria com a Fundação Internacional Carrefour, o Grupo Carrefour Brasil vai apoiar projetos voltados à melhoria das condições de alimentação no País, com foco em educação para o consumo e produção sustentável. Ao todo, a rede vai selecionar quatro projetos sociais nas regiões onde atua que receberão recursos de até 60 mil euros cada, para serem aplicados durante um ano.

As Instituições participantes devem ter no mínimo dois anos de constituição legal, não ter fins lucrativos, promover elevação de patamar social, ter compromisso com as comunidades envolvidas, serem inovadoras e demonstrarem viabilidade de crescimento em larga escala no médio e longo prazo. As inscrições podem ser realizadas até 29 de junho, pelo site www.grupocarrefour.com.br, no menu Sustentabilidade/Edital.

Fonte: GIFE

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Macaé - RJ sedia a III Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos


Evento será em Macaé (RJ) e terá como tema “Consumo Consciente por uma Economia Sustentável”

Promovida desde 2008 pela revista Visão Socioambiental (visaosocioambiental.com.br) e parceiros para disseminar conceitos e estimular ações de Responsabilidade Social e Sustentabilidade nos municípios da área de influência da Bacia de Campos, região que tem como principal atividade econômica a exploração de petróleo - fonte energética não renovável -, a Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos (feirarsebaciadecampos.co m.br) será realizada este ano nos dias 19, 20 e 21 de maio, no Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho (Macaé Centro), das 14h às 21h.

Como aconteceu nas duas versões anteriores, a III Feira de RSE Bacia de Campos – cujo tema central é “Consumo Consciente por uma Economia Sustentável - terá a participação de empresas, organizações não governamentais, gestores públicos, universidades, profissionais liberais, estudantes, instituições de classe, entidades socioambientais, entre outros.

No evento estão incluídos stands, Fórum com palestras, painéis e mesa-redonda, Rodada de Negócios Sustentáveis, Sala de Projeção de Filmes e Vídeos ambientais, apresentações artísticas e culturais com talentos da terra e artistas já consagrados etc. A entrada é inteiramente gratuita, inclusive para o Fórum, bastando o interessa do se credenciar pela internet ou no local.

A III Feira de RSE Bacia de Campos contará com a participação de nomes consagrados na área de Responsabilidade Social Empresarial e Sustentabilidade, tais como a economista Amyra El Khalili, o também economista e ambientalista Sérgio Besserman, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e de Governança Metropolitana do Rio de Janeiro e professor de economia brasileira na PUC-Rio, a jornalista Amélia Gonzalez, editora do caderno Razão Social de O Globo, Higino Aquino, presidente do Instituto Brasileiro de Florestas, entre outros convidados, além de representantes de organizações não governamentais e de grandes empresas e entidades que lideram o movimento em prol da sustentabilidade no Brasil e no exterior.

De acordo com o jornalista Martinho Santafé, diretor da Revista Visão Socioambiental, as duas Feiras anteriores mostraram ser o evento uma excelente oportunidade para a troca de conhecimentos e experiências, possibilitando, inclusive, o surgimento de parcerias e de ações pela sustentabilidade regional envolvendo atores diversos, como prefeituras, entidades empresariais, sindicatos, universidades, ONG´s e Agendas 21 locais. “O grande objetivo da Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos é sensibilizar pessoas a participarem ativamente da construção de um mundo mais sustentável”, diz o jornalista.

A feira tem o objetivo de apresentar e ações nas áreas de Responsabilidade Social e Sustentabilidade, disseminando, através de palestras, oficinas do conhecimento, painéis, mesas-redondas e debates, conceitos e ações de Responsabilidade Social e Sustentabilidade, direcionados para o desenvolvimento regional sustentável.

O evento tem como público-alvo: empresários, gestores públicos, educadores, profissionais que atuam nas áreas de Responsabilidade Social Corporativa, Meio Ambiente e Recursos Humanos, organizações não governamentais, universitários e integrantes das demais instituições representativas da sociedade organizada.

Serviço:
Evento: III Feira de Responsabilidade Social Empresarial Bacia de Campos
Período: 19, 20 e 21 de maio de 2010
Horário: 14h às 21h
Local: Centro de Convenções Jornalista Roberto Marinho (Macaé Centro)
Endereço:Rodovia Amaral Peixoto, Km 170 - Barreto – Macaé/RJ
Mais informações no site http://www.feirarsebaciadecampos.com.br

A entrada gratuita, mediante credenciamento, incluindo a participação no Fórum de Palestras.

Fonte: Agência de Notícias do Terceiro Setor

sexta-feira, 26 de março de 2010

Amanhã: o mundo desliga suas luzes na Hora do Planeta


Imagine Paris sem a iluminação da Torre Eiffel e o Portão de Brandenburgo, em Berlim, totalmente no escuro. Ainda pense na esfinge e as pirâmides do Cairo; a Fontana di Trevi, em Roma; a ponte Golden Gate em São Francisco; a Catedral de Lima; a estátua de Alexandre O Grande, na Grécia; a Cidade Proibida, em Beijing; o Forte Vermelho, na Índia e o segundo maior prédio do mundo, Taipei 101, em Taiwan, todos apagados.

Pois no dia 27 de março, AMANHÃ, é isso que vai acontecer: o cenário das cidades ao redor do mundo será bem diferente do que o usual. Das 20h30 às 21h30, 2.383 cidades em 117 países participarão da Hora do Planeta 2010 e irão desligar as luzes de seus monumentos mais conhecidos e maiores construções para mostrar a preocupação com as mudanças climáticas e a degradação ambiental. No total, serão 812 ícones sem luz.

As três cidades situadas mais ao norte no globo, Murmank (Russia), Hammerfest (Noruega) e NuuK (Groelândia), e as três mais ao sul, Hobart (Austrália), Ushuaia (Argentina) e Queenstown, na Nova Zelândia, também estão engajadas na Hora do Planeta 2010 e levarão o movimento literalmente de norte a sul da Terra. E vai ser inclusive na Nova Zelândia que o movimento global irá começar. Pelo fuso horário, as Ilhas Chatham serão o primeiro local a apagar suas luzes.

No Brasil, até o momento, 145 monumentos e locais públicos serão apagados. A falta de iluminação no Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; na Ponte Estaiada, em São Paulo; no Palácio de Cristal, em Curitiba; no Palácio Dante Martins de Oliveira, em Cuiabá; no Palácio Rio Branco, em Rio Branco; no Arco da Praça Portugal, em Fortaleza; passarão aos brasileiros o recado da necessidade de conter o desmatamento e proteger os ecossistemas terrestres e aquáticos e a biodiversidade do nosso país.

A cinco dias da noite do evento, a Hora do Planeta no Brasil, que é liderada pelo WWF-Brasil, tem o apoio de 42 cidades - das quais 11 são capitais e representam todas as regiões -, de dois governos estaduais - Acre e Minas Gerais -, de 1.328 empresas e 226 organizações, além dos patrocinadores Coca-Cola Brasil, TIM, Walmart e HSBC. A construtora Rossi também está financiando a iniciativa.

Realizada pela primeira vez em 2007, em Sidney, na Austrália, a Hora do Planeta 2010 superou todos os recordes de adesões dos anos anteriores e tem se espalhado ainda mais pelo mundo. 33 países, entre eles o Nepal, Mongólia, Arábia Saudita, Nigéria, Paraguai, Uruguai e Marrocos, participam pela primeira vez e levam a mensagem de preservação do planeta a novas regiões.


Participe você também. Cadastre-se e saiba como aderir e divulgar a Hora do Planeta 2010:
Site oficial e cadastro: www.horadoplaneta.org.br
Kit de mobilização: www.horadoplaneta.org.br/divulgue.php

Fonte: Site WWF

quarta-feira, 10 de março de 2010

Dossiê inédito traz evolução histórica, análise e principais tendências para o consumo consciente no Brasil


Publicada em 08/03/2010 pela
Revista Ideia Socioambiental. Autora: Cristina Tavelin.

"Não há dúvidas, entre especialistas, de que o consumo consciente é crucial para o avanço do conceito da sustentabilidade. E nesta segunda (08/03), teve início mais um capítulo da discussão do tema no Brasil com o lançamento do dossiê inédito Tendências Para o Consciente. O documento produzido por Ideia Sustentável, Unomarketing e Mob Consult, traz o mapeamento e análise dos achados inéditos do Monitor de Responsabilidade Social Corporativa (MRSC) 2010, da Market Analisys, e foi apresentado em evento realizado no Centro de Convenções Rebouças. “Acredito que a pesquisa MRSC é a mais séria e completa sobre o assunto realizada até hoje", ressalta Ricardo Voltolini, diretor da consutoria Ideia Sustentável.

A discussão teve início com Luiz Bouabci, da Mob Consult, falando sobre os desafios da produção do dossiê e fazendo uma análise das raízes históricas da sociedade de consumo. A instituição do valor da moeda na sociedade, a revolução industrial e os avanços científicos que a transformaram foram temas debatidos na exposição de Bouabci. Por gerações, a ideia do egoísmo coletivo foi entendida como fator crucial para o desenvolvimento da economia e, atualmente, o consumo representa uma ferramenta para elevar a auto-estima dos indivíduos. Desse modo, a realização pessoal passa pela aquisição de bens. “Do ponto de vista do consumidor, um olhar histórico torna possível a identificação e análise da formação dos modelos de consumo e da evolução pela qual passaram. Possibilita enxergar caminhos para o futuro”, ressaltou Bouabci.

E na medida que a sociedade de consumo parece perder o sentido, uma consciência maior em relação aos limites do planeta tem sido desenvolvida. Ferramentas de “desmanipulação” como o Good Guide (confira artigo de Ricardo Voltolini) e redes virtuais estimulam indivíduos a saírem do lugar comum e refletirem sobre o modo como consumimos.

“Devemos envolver cada vez mais pessoas em torno desse tema, pois essas informações são muito importantes para o nosso dia a dia e o consumo consciente é de grande relevância para todas as áreas. Quanto mais conscientes nos tornamos, menos consumistas seremos”, avalia Regina Miranda, fundadora do portal Agenda Sustentável.

Na sequência do evento, Fabián Echegaray, da Market Analysis, revelou os principais dados e conclusões do Monitor de Responsabilidade Social 2010, mostrando a realidade do consumo consciente no Brasil atualmente. De acordo com o estudo, 21% dos brasileiros estão informados sobre as condutas socioambientais de empresas e 9% se preocupam com o comportamento sustentável dos fabricantes. Porém, segundo uma das conclusões do MRSC, intenções nem sempre predizem ações. Os consumidores podem manifestar a intenção de consumir de forma mais consciente em pesquisas, mas muitas vezes essa verbalização não condiz com atitudes reais.

Segundo Echegaray, o consumo consciente passa por cinco fases iniciais - deslumbramento em relação ao assunto, cobertura midiática intensiva, avaliação de prós e contras, conscientização gradual dos custos e consequências pessoais e consolidação de opiniões - para, então, seguir ciclos de altos e baixos. O Brasil está na segunda fase. “A mobilização ainda vai passar muito educação e pela criação de oportunidades para o consumidor fazer escolhas mais responsáveis e informadas”, avalia o diretor da Market Analysis.

Para concluir o evento, Ricardo Voltolini traçou um panorama das principais tendências do tema no Brasil com base nos dados do Monitor de Sustentabilidade 2010. Em relação ao consumo consciente, 15% dos consumidores estão recompensando empresas; 10% pensaram, mas não praticaram; 8% já retaliaram as companhias; e 7% já premiaram e puniram empresas com base em sua conduta socioambiental. Porém, o índice desinformação continua muito alto: oito em cada dez indivíduos não compreendem o conceito e as informações confusas e complexas dos rótulos contribuem para esse cenário de desinformação. “Quase todas as pesquisas dizem que o brasileiro não lê os rótulos dos produtos. Mas do jeito que a informação é exposta hoje em dia, seria necessário um PHd em química para nos dizer o que significam aquelas substâncias, como também não se sabe com clareza o que é um produto verde”, avalia o consultor.

Para Voltolini, pode-se analisar esse cenário com um olhar de oportunidade ou um olhar de risco. O alto índice de desinformação pode ser entendido como um indicador do cenário pessimista para a expansão do conceito, mas proporção de dois entre dez indivíduos que compreendem o tema é significativa se considerarmos seu agendamento publico recente.

“A grande virada acontecerá quando as classes C e D começarem a discutir esse assunto. Por enquanto, são dois consumidores entre dez que consideram as questões socioambientais na compra, mas quem garante que daqui alguns anos serão oito entre dez? As empresas que saírem na frente conseguirão se posicionar, mesmo que não seja por respeito ao planeta, mas por uma questão de inteligência de marketing”, avalia o consultor.

Para Newton Figueiredo, presidente da Sustentax, o dossiê mostrou que o consumidor brasileiro está desinformado em relação a outros países que demosntram um interesse até menor em consumir de forma mais consciente, mas possuem ações mais efetivas na compra de produtos sustentáveis. “Lá fora os indivíduos estão mais informados, há uma regulamentação proibindo o green washing, e o número de ONGs é muito maior do que no Brasil. A população brasileira pode ser mais preocupada com a questão do aquecimento global, mas não compra de forma consciente porque não conhece o diferencial dos produtos e espera que as empresas tenham uma postura mais ativa”.

De acordo com Echegaray, a criação de incentivos também pode ser eficiente nesse cenário. “As empresas sentiriam-se motivadas a investir na comunicação de seus produtos, mais do que por meio da punição”, avalia.

Leia mais:

Confira o dossiê sobre consumo consciente na íntegra

Pesquisa revela que há 21% de brasileiros informados sobre comportamento socioambiental de empresas

terça-feira, 9 de março de 2010

Curitiba sedia Conferência Internacional de Cidades Inovadoras


Promovida pelo Sistema Fiep, a CICI2010 trará mais de 80 especialistas nacionais e internacionais para debater soluções que promovam a sustentabilidade e a prosperidade econômica e social nas cidades

Entre os dias 10 e 13 de março, Curitiba receberá mais de 80 especialistas de todo o mundo que irão debater caminhos para a construção de realidades urbanas mais inovadoras, prósperas e humanizadas. Uma iniciativa do Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras (CICI2010) trará experiências de sucesso em planejamento urbano, sustentabilidade, mobilidade, gestão e políticas públicas, entre outras, que transformaram cidades em ambientes propícios ao desenvolvimento econômico, social e ambiental.

Entre os nomes de peso que participarão da conferência estão Steve Johnson (EUA), autor de seis best-sellers que influenciaram desde ações de planejamento urbano até a luta contra o terrorismo; Pierre Lévy (Canadá), filósofo que estuda o conceito de inteligência colet iva; Marc Giget (França), diretor-fundador do Instituto Europeu de Estratégias Criativas e Inovação; Jaime Lerner (Brasil), arquiteto e urbanista, ex-prefeito de Curitiba; Jeff Olson (EUA), arquiteto e urbanista envolvido em projetos que contemplam espaços verdes e meios de transporte alternativos; Marc Weiss (EUA), presidente do Global Urban Development e líder do projeto Climate Prosperity; Clay Shirk (EUA), professor de Efeitos Econômicos e Sociais das Tecnologias da Internet e de New Media na New York University; e o arquiteto Mitsuru Senda (Japão). A lista completa e o currículo dos palestrantes estão no site www.cici2010.org.br.

Representantes de mais de 50 cidades, de todos os continentes, já confirmaram presença na CICI2010. O evento acontecerá dentro da área de mais de 80 mil metros quadrados do Cietep, sede da Fiep no Jardim Botânico que tem localização estratégica, com acesso fácil e rápido ao Aeroporto Internacional Afonso Pena e a apenas 5 quilômetros do centro de Curitiba. São esperados cerca de 1.500 inscritos, que participarão de uma série de atividades durante os quatro dias da conferência.

“A inovação é o único caminho para construirmos uma sociedade sustentá vel. E para que as empresas brasileiras e todo o País inovem é preciso, antes de tudo, que nossas cidades sejam inovadoras”, afirma o presidente do Sistema Fiep, Rodrigo da Rocha Loures. “A CICI2010 será uma grande oportunidade para que possamos pôr nossas cidades definitivamente na rota da inovação”, acrescenta.

Copromovida pelas prefeituras de Curitiba, Lyon (França), Bengaluru (Índia) e Austin (Estados Unidos) e com apoio institucional das Nações Unidas, a conferência é dirigida a empresários, gestores públicos, pesquisadores, estudantes e interessados em inovação. O evento está dividido em quatro grandes temas: “O reflorescimento das cidades”, com experiências de inovações sociais e tecnológicas para a construção de um novo ambiente urbano; “A reinvenção do governo a partir das cidades”, que trará inovações em gestão e experiências de inovações políticas e da cidade como sistema vivo; “A governança do desenvolvimento nas cidades”, uma mostra de experiências de inovações para o desenvolvimento local e apresentação de experiências de inovações para a sustentabilidade; e “Cidade-rede e redes de cidades”, que servirá para a formação do núcleo da Rede de Cidades Inovadoras.

Paralelamente à CICI2010 serão realizados outros eventos integrados, c omo a Conferência Internacional sobre Redes Sociais, o 1º Encontro Internacional de Cidades de Médio Porte e o 2º Encontro de Governos Locais da Índia, Brasil e África do Sul. E será lançado o projeto “Curitiba, Cidade Inovadora 2030”, que visa transformar a cidade e sua região metropolitana em um espaço propício à inovação, à educação e ao surgimento de uma indústria mais sustentável.

Para saber mais informações sobre a Conferência Internacional de Cidades Inovadoras 2010, acesse: www.cici2010.org.br.

Fonte: Release enviado pela Agência de Notícias do Terceiro Setor.

terça-feira, 2 de março de 2010

Muito além do consumo...

Nossas atitudes, por mais simples que sejam, são capazes de impactar no meio ambiente e influenciar pessoas, inclusive as que não conhecemos. Hoje em dia é difícil evitar o consumismo. Os apelos do mercado vêm de todos os lados... sejam das vitrines das lojas ou das propagandas veiculadas em jornais, revistas e televisão diariamente.

O que devemos levar em consideração é que o consumo consciente também é um tipo de consumo. Desta forma, o quê mais importa são as nossas verdadeiras necessidades. Será que realmente estamos precisando de mais uma blusa de alcinha com brilho? Será que precisamos do mesmo sapato, apenas com cores ou pequenos detalhes diferentes? Será que precisamos ter um guarda-roupa cheio de roupas que não usamos há séculos? A resposta para todas as perguntas acima é não!

Antes de comprar, pare e pense, se você está realmente precisando daquele produto. Se a tentação bater e for avassaladora... tente amenizar os impactos e procure sempre abrir espaço no seu closet ou guarda-roupa. Comprou uma bolsa. Que tal se desfazer daquela que já não usa há muito tempo! Quando nos desapegamos de bens materiais, abrimos espaço na nossa vida pra coisas que valem muito mais a pena...

Pensem nisso!

Boa semana!

Abraços,
Catharina Castro

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Flagras pelo Brasil


Inúmeras iniciativas têm surgido pelo Brasil com o intuito de divulgar e incentivar o consumo consciente ou a consciência ambiental. De forma espirituosa e regionalizada, o Salvador Shopping, localizado na capital baiana, estimula o uso consciente da água, por meio de adesivos colocados nos espelhos do banheiro.

A adesivação é apenas parte de uma campanha de conscientização lançada pela EMBASA - Empresa Baiana de Água e Saneamento S.A. e Governo da Bahia para o verão.

Assista ao vídeo da campanha, clicando aqui.

Se você tem conhecimento de alguma campanha desta natureza em sua cidade ou se você flagrou uma iniciativa como esta, envie-nos!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Coca adota garrafa com plástico de cana-de-açúcar

Notícia publicada em 26/01/2010 pelo Valor Econômico.

Diante das críticas de ambientalistas ao uso de garrafas plásticas, a Coca-Cola Co. lançou uma nova embalagem parcialmente fabricada a partir de plantas. O vasilhame tem "o mesmo peso, mesmo aspecto e química, e funciona exatamente da mesma maneira" que uma garrafa de plástico normal, diz uma porta-voz da Coca.

A Coca não é a única fabricante de bebidas que está tentando reduzir sua pegada de carbono. A concorrente PepsiCo. Inc. lançou recentemente um saquinho biodegradável feito de plantas para os salgadinhos SunChips. Mas a Coca é a maior fabricante mundial do setor e o presidente da empresa, Muhtar Kent, diz que a nova garrafa, que usa material derivado da cana-de-açúcar, é "a primeira geração da garrafa do futuro".

A Coke lançou sua "plantbottle", ou garrafa-planta, na Conferência sobre Mudança do Clima em Copenhague, no mês passado, e planeja promovê-la mais no mês que vem na Olimpíada de Inverno de Vancouver. "Pesquisas preliminares" mostram que a nova embalagem deixa uma pegada de carbono menor que as garrafas de plástico, alega a Coca.

As garrafas plásticas são produzidas com tereftalato de polietileno, mais conhecido como pet, derivado do petróleo, um recurso não-renovável. A produção de garrafas plásticas para consumo de bebidas em 2006 nos Estados Unidos demandou o equivalente a mais de 17 milhões de barris de petróleo, segundo o centro de pesquisas ambientais Pacific Institute, da Califórnia.

A nova garrafa feita a partir de material vegetal desenvolvida pela Coca usa 70% petróleo e 30% materiais à base de cana-de-açúcar. A cana é moída para produzir suco, que é fermentado e destilado em etanol. Esse etanol é, por sua vez, convertido por uma série de processos químicos, como a oxidação, para monoetilenoglicol - o derivado do petróleo que é normalmente usada para fabricar garrafas. O monoetilenoglicol é misturado ao ácido tereftálico para criar o plástico pet.

A empresa começou a vender a Coca-Cola (inclusive suas variações Light e Zero) na Dinamarca nas novas garrafas pouco antes da conferência da ONU sobre o clima. Como a Olimpíada de Inverno começa a 12 de fevereiro, a empresa lançou a garrafa-planta com a água filtrada Dasani na costa noroeste dos EUA e no oeste do Canadá. A Coca afirma que pretende vender mundialmente 2 bilhões das novas garrafas até o fim de 2010.

A Coca já requisitou e financiou uma análise do Imperial College London que comparou o "ciclo de vida" da nova garrafa ao de uma garrafa comum, para determinar se há diferença no impacto sobre o meio ambiente, disse Scott Vitters, diretor de embalagem sustentável da empresa. Ele diz que o estudo descobriu que a produção da garrafa-planta deixa uma pegada de carbono 12% a 19% menor que a da garrafa normal.

A empresa aguarda agora a verificação dos resultados por terceiros, acrescenta Vitters.

Grupos ambientalistas afirmam que a garrafa que a Coca está lançando é um pouco melhor que as garrafas normais de pet, mas dizem que ainda não resolve o problema maior das embalagens plásticas: o fato de que a maioria das pessoas não as recicla.

Apenas 27% dos vasilhames de pet foram reciclados nos EUA em 2008, segundo a Associação Nacional de Fabricantes de Garrafas Pet. A nova garrafa é "definitivamente algo positivo, mas não é algo que me faz pular de alegria", diz Susan Collins, diretora executiva do Instituto de Reciclagem de Embalagens.

E alguns concorrentes questionam a avaliação da Coca sobre o efeito da nova garrafa no meio ambiente. "É um primeiro passo admirável da Coca", diz Andrius Dapkus, diretor de inovação e renovação da Nestlé Waters North America Inc., divisão de água engarrafada da suíça Nestlé SA. "Mas do jeito que está agora, ainda não sabemos se o impacto ambiental da 'plantbottle' é melhor, pior ou igual" ao da garrafa à base de petróleo.

Em vez de mudar os ingredientes, a Nestlé continua a reduzir a quantidade de plástico nas garrafas, uma estratégia que a Coca e a PepsiCo também usam. A Nestlé planeja lançar nos próximos meses uma nova versão mais leve de sua garrafa EcoShape, que usa 9,3 gramas de pet, 25% a menos que a versão mais recente.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Concurso "Saco de Idéias"


Concurso "Saco de Idéias" premia melhores vídeos sobre uso (ou não) de sacolas plásticas

O Instituto Akatu pelo Consumo Consciente irá premiar com um notebook (1º lugar) e câmeras digitais (2º e 3º lugar) os melhores vídeos sobre o tema “O que você pode fazer para reciclar, reutilizar, recusar ou reduzir o uso de sacolas plásticas?”.

Para concorrer no concurso cultural “Saco de Idéias”, os interessados devem produzir um vídeo de no mínimo 15 segundos e no máximo um minuto sobre o tema, acessar o site http://www.sacodeideias.com.br/, preencher o formulário de inscrição e postar o vídeo.

O material será submetido à votação dos internautas e os dez mais votados serão analisados por uma comissão julgadora, formada pelos diretores de criação das três agências que atendem o Instituto Akatu - Leo Burnett, Lew Lara e Brancozulu.

Os vencedores serão anunciados no dia 18 de dezembro e os três vencedores terão seu material exibido em TV aberta. A ação pretende sensibilizar e conscientizar a população brasileira para o consumo consciente de embalagens e sacolas plásticas e tem apoio do Ministério do Meio Ambiente, com patrocínio do Carrefour.

Fonte: (Envolverde/Instituto Akatu)

Nota do Blog

Estou divulgando o concurso e acho a iniciativa super válida. Sou a favor da reciclagem, da reutilização, da redução do uso de sacolas plásticas. Sou a favor de tudo relacionado a preservação do planeta, mas discordo de quem quer banir as sacolas plásticas definitivamente do planeta. As sacolas plásticas são importantes e como tudo tem sua função e seu lugar reservado! Sou a favor do fazer a nossa parte para a melhoria do planeta!

Acho que esse concurso é uma ótima oportunidade de se mostrar alternativas para o uso das sacolas plásticas!!!

Boa sorte a todos!

Abraços,
Catharina Castro