segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Brasil defenderá na Rio+20 economia verde sem miséria


Publicada em 10/08/2011 pelo Ambiente Brasil.

A execução de políticas públicas que sejam capazes de proteger o meio ambiente e ao mesmo tempo estimular atividades de inclusão da população pobre na formação do Produto Interno Bruto (PIB) será uma das principais propostas a serem encaminhadas pelo Brasil, em novembro, à Organização das Nações Unidas (ONU) para as discussões da Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

A proposta foi defendida nesta terça-feira (9) por representantes do governo federal, na Conferência Ethos, Empresas e Responsabilidade Social 2011, realizado pelo Instituto Ethos, na sede da Federação do Comércio do Estado de São Paulo.

Durante o encontro, a ministra Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que o Brasil tem mais condições do que qualquer outro lugar do planeta de mostrar ao mundo capacidade para manter a trajetória de crescimento econômico sem comprometer a biodiversidade. Ela cobrou ousadia do país nos debates da conferência, destacando que "o Brasil tem como liderar em projetos de crescimento sustentado e no desafio da erradicação da miséria".

Para a ministra, é necessário, no entanto, criar uma lei que "dê segurança jurídica para uma visão de políticas públicas e para o investimento por parte do setor privado e para o financiamento de todos aqueles que querem plantar, reflorestar e manejar". Ela acredita que o país pode se desenvolver sem desmatamento ilegal. "Nossa proposta é trabalhar junto com o setor privado".

Também presente ao encontro, a ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, observou que apesar de o governo ter tido êxito na política de redução da pobreza, com a retirada de 28 milhões de pessoas da situação de extrema pobreza, ainda existem 16,2 milhões de pessoas vivendo na miséria, com renda per capita abaixo de R$ 70.

Ela enfatizou que esse universo de pessoas não foi favorecido com as chances oferecidas no "apagão da mão de obra" por falta de qualificação. E que por isto mesmo, o governo tem trabalhado para reverter este quadro concentrado em três eixos: transferência de renda; inclusão produtiva e ampliação do acesso aos serviços públicos."Nós temos que ir atrás dessa população", disse.

Segundo a ministra, o governo está trabalhando em medidas para que a agricultura familiar ganhe espaço no suprimento de produtos para o mercado doméstico como um meio de geração de renda. No meio rural, 25% da população estão em situação de extrema pobreza. (Fonte: Marli Moreira/ Agência Brasil)."

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável


Publicada pela Revista Página 22

Promovido pelo CBCS – Conselho Brasileiro de Construção Sustentável, organização que reúne lideranças empresariais, pesquisadores, consultores e especialistas do setor, o SBCS11 – 4º Simpósio Brasileiro de Construção Sustentável terá como tema o “Papel da Construção Sustentável no Desenvolvimento das Cidades”, ampliando o debate da sustentabilidade em três diferentes escalas: o espaço urbano, os edifícios e a inter-relação entre as unidades na edificação de um espaço urbano qualificado.

Entre os palestrantes estão Paulo Saldiva, professor da Faculdade de Medicina da USP, e Sergio Besserman, presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável da prefeitura do Rio de Janeiro. O evento contará ainda com apresentações de cases de padrões de sustentabilidade na construção, com representantes da Caixa Econômica Federal, Holcim, Cyrela, Instituto Aço Brasil, entre outros.

Consulte aqui a programação e a lista completa de palestrantes. As incrições podem ser feitas no site do evento.

Serviço

Data: 4 e 5 de agosto
Endereço: WTC - Avenida das Nações Unidas, 12551
Local: São Paulo
Investimento: de R$450 a R$750
www.sbcs.net.br

segunda-feira, 18 de julho de 2011

DINHEIRO E ENERGIA: HÁ ALGO GRANDE NO AR


por Aron Belinky*, em 16/07/2011

Não sou especialista em questões energéticas, mas sei perceber quando algo grande está se armando. E por isso estranho a aparente ausência de pessoas e organizações dedicadas à sustentabilidade e à justiça socioambiental no debate sobre as concessões de muitas das hidrelétricas existentes, que expiram a partir de 2015.

Em termos simples, o caso é o seguinte: uma fatia muito grande das tarifas cobradas pela energia elétrica destina-se a pagar os investimentos feitos na construção das usinas geradoras. Essa amortização é dividida ao longo de várias décadas, e regulada por contratos e leis entre Governo Brasileiro, investidores e as empresas que recebem a concessão para operar as usinas, vendendo a energia produzida.

E o que acontece quando, finalmente, o investimento inicial está totalmente amortizado? Há duas possibilidades básicas: (a) eliminar esse item da tarifa cobrada, baixando o preço da energia elétrica, ou (b) manter a tarifa como está, gerando um excedente de arrecadação nas empresas operadoras, correspondente ao dinheiro que antes era destinado à amortização. Naturalmente, combinações entre uma e outra dessas opções são também possíveis. Mas, de quanto dinheiro estamos falando?

Em matéria publicada no jornal O Estado de São Paulo de hoje (16/07/2011, p.B7) o repórter Renée Pereira, citando Paulo Skaf, presidente da FIESP, fala em R$ 900 BILHÕES ao longo dos próximos 30 anos! Segundo ele, este seria o valor acumulado da redução tarifária caso a opção fosse usar a oportunidade para baixar o preço da eletricidade. Artigo no mesmo jornal (“A ficha caiu”, de 26/06/2011) fala em redução de até 80% no preço da energia, e alerta para o imbróglio jurídico/econômico/político envolvido no assunto: como essa decisão será tomada? Quando? Por quem?

Essas são perguntas gerais, que já mobilizam os enormes interesses atentos à partilha dessa grande bolada. São perguntas que nós - pessoas comprometidas com a busca de um novo modelo de sociedade, mais justo e sustentável – também devemos nos fazer, mas precedidas de algumas outras: haveria mesmo vantagem em reduzir o preço da energia elétrica? Quem se beneficiaria disso? Preço mais baixo não seria um incentivo ao maior consumo e desperdício? Não seria o caso de manter os preços em vigor e usar a arrecadação excedente para investir em prioridades socioambientais?

Com tal volume de recursos, imaginem o quanto se poderia fazer pelas novas fontes de energia limpa, pela melhoria de eficiência do sistema atual, pela geração descentralizada, pela educação para o consumo... Isso sem prejuízo dos subsídios ou “tarifas sociais” para quem de fato precisa de eletricidade e não pode pagar por ela.

Essa disputa já começou, e a turma da sustentabilidade e da justiça socioambiental parece estar dormindo... No jornal de hoje, já mencionado (p.B1), artigo do presidente do Instituto Acende Brasil avisa que em 22 e 23 de agosto próximo ocorrerá em São Paulo um importante congresso sobre esse tema (www.brazilenergyfrontiers.com). As matérias que citei, e outras facilmente localizáveis, mencionam visões e atores importante, e dão conta de que já existem no governo projetos sobre o assunto, com vários caminhos. Lembram também que o Plano Plurianual 2012-2015 terá efeitos sobre isso, e será votado agora, no 2º semestre de 2011.

Então, colegas: tamos ligados na eletricidade? Ou vamos perder o bonde da História?

- o -

*Aron Belinky (aron@ecopress.org.br): consultor em sustentabilidade, responsabilidade social e consumo sustentável, é Coordenador de Processos Internacionais do Instituto Vitae Civilis e colaborador de diversas outras organizações nessas áreas.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

ONU abre vagas para jovens brasileiros em carreiras internacionais


Postado em 12/07/2011 pelo Portal Eco D. Por: Unic Rio

As Nações Unidas procuram profissionais de até 32 anos, nas áreas de Administração, Assuntos Humanitários, Comunicação e Estatística, para iniciar carreira internacional. As inscrições para o Programa de Jovens Profissionais podem ser feitas até 10 de setembro.

A prova, marcada para 7 de dezembro, vai medir conhecimento substancial, pensamento analítico, capacidade de elaboração e consciência dos assuntos internacionais. Integridade, profissionalismo e respeito à diversidade são características valorizadas.
É preciso ser cidadão de em um dos países selecionados para o exame deste ano, entre eles, Brasil, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal. Exige-se diploma de graduação na carreira desejada, mínimo de dois anos de experiência e fluência em inglês ou francês. Mulheres são especialmente estimuladas a participar.

As perguntas mais frequentes em relação ao exame são as seguintes:

• Qual a periodicidade do exame?

As seleções para o Programa de Jovens Profissionais são realizadas anualmente para áreas específicas, de acordo com a necessidade da organização.

• Quais são os idiomas de trabalho da ONU?

As Nações Unidas têm seis línguas oficias: árabe, chinês, espanhol, francês, inglês e russo. Inglês e francês são os idiomas de trabalho, mas outra língua oficial pode ser requerida dependendo do posto de serviço.

• Não tenho nacionalidade de um dos países listados para o programa de 2011. Posso me inscrever?

Se o seu país de nacionalidade não está na lista significa que você não pode participar do exame desta vez. As vagas são desenhadas de modo a equilibrar as representações no Secretariado.

As inscrições só podem ser feitas via internet, clicando aqui.

Fonte: Portal EcoD

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Consumidores querem marcas que respeitem o meio ambiente, diz pesquisa


Publicada em 06/07/2011 pela Exame.com. Autor: Cláudio Martins, do Mundo de Marketing.

Apenas 27% das empresas participantes do estudo abordam o tema em sua comunicação"

Cerca de 90% dos entrevistados dizem que gostariam de conhecer melhor as práticas de abastecimento das empresas de cosméticos

Rio de Janeiro - Um total de 84% dos consumidores afirma que deixaria de comprar produtos de marcas que não respeitam o meio ambiente.

A informação é do Barômetro da Biodiversidade, pesquisa realizado pela União do BioComércio Ético, no Brasil, Alemanha, Coreia do Sul, França, Japão e Reino Unido, com sete mil pessoas.

O levantamento avalia o grau de conhecimento dos consumidores sobre biodiversidade e indica um interesse elevado pelo tema (80%).

Cerca de 90% dos entrevistados dizem que gostariam de conhecer melhor as práticas de abastecimento das empresas de cosméticos, enquanto para 23% destacar a importância da biodiversidade no cotidiano é a melhor mensagem que as marcas podem utilizar para estimular a consciência ecológica.

Apesar de a biodiversidade ganhar importância entre os consumidores, das 100 empresas participantes do estudo, apenas 27% mencionam o tema em sua comunicação.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Dica da Semana - Curso sobre Aspectos jurídicos da sustentabilidade no campo ambiental


A Consultoria Finanças Sustentáveis irá promover no próximo 07 de julho de 2011, das 8h30 às 18h, em São Paulo, o curso "Aspectos jurídicos da sustentabilidade no campo ambiental".

O curso irá proporcionar aos participantes uma visão panorâmica, no campo ambiental, sobre a inserção do conceito de sustentabilidade na rotina empresarial, a partir da análise das premissas básicas (legislação) e reflexos (responsabilidades) da gestão da sustentabilidade no âmbito jurídico.

Principais tópicos a serem tratados:
I. O conceito de sustentabilidade e sua inserção na atividade empresarial
- Linha do tempo da sustentabilidade
- Dimensões da sustentabilidade (triple bottom line)
- Indicadores, índices e relatórios de sustentabilidade
- Benefícios para a empresa associados à sustentabilidade
- Marketing "verde" e risco reverso

II. Obrigações legais no campo ambiental e seus impactos setoriais
- Áreas especialmente protegidas (área de preservação permanente, reserva legal e unidades de conservação)
- Uso de recursos hídricos (captação de água, lançamento de efluentes, transporte aquaviário, pesca e geração de energia)
- Controle de emissões atmosféricas
- Gerenciamento de resíduos sólidos
- Acesso ao patrimônio genético
- Transporte de cargas perigosas
- Gerenciamento de áreas contaminadas

III. Responsabilidades ambientais como consequência de não-conformidades legais
- Responsabilidade criminal
- Responsabilidade administrativa
- Responsabilidade civil

IV. O papel das organizações não-governamentais
- Relatórios setoriais (clima, florestas, agropecuária e ética empresarial)
- Parcerias com o setor produtivo

V. O entendimento entre o poder público e o setor privado em prol do meio-ambiente
- Pactos setoriais (madeira, soja, pecuária e cana-de-açúcar)
- O Protocolo Verde (FEBRABAN – 2009)

VI. A certificação de processos e produtos e seu significado
- ISO 14001
- Selo FSC (Forest Stewardship Council)
- Conservação da biodiversidade (Lasting Initiative for Earth – LIFE)
- Produtos orgânicos
- LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) para edificações (eficiência energética, qualidade e conforto ambiental interno, economia de água e redução de emissões de gases de efeito estufa)
- Impactos da certificação no comércio internacional (liberdade de comércio X proteção ambiental)

VII. Rumos da legislação ambiental no Brasil e no mundo
- A responsabilidade pós-consumo
- Compras públicas sustentáveis
- Novos requisitos para a construção civil
- Pagamento por serviços ambientais
- A caminho de uma economia de baixo carbono

Metodologia:
- Uso de dinâmicas de grupo e discussão de casos práticos
- Material didático com exemplos de como a legislação ambiental influencia as decisões empresariais

Instrutores:
- Com a participação especial de Fernando Tabet e Lucas Baruzzi do Escritório Tabet Advogados
- Victorio Mattarozzi e Cássio Trunkl

Investimento: R$ 660,00
Inclui certificado, material didático, dois livros sobre sustentabilidade nos negócios e alimentação

Inscrições:
www.financassustentaveis.com.br/imgs/fichadeinscricao.xls

Local:
Hotel Tryp Itaim - Sol Meliá
R. Manuel Guedes, 320 - Itaim Bibi - São Paulo - SP

Mais informações:
cursos@financassustentaveis.com.br
Tel. (11) 3586-0859 / 3582-0915

Saiba mais sobre outros cursos e palestras sobre sustentabilidade nos negócios em: www.financassustentaveis.com.br/cursos.aspx


CONSULTORIA FINANÇAS SUSTENTÁVEIS
www.financassustentaveis.com.br

terça-feira, 14 de junho de 2011

ISO 26000 na Rio+20


Publicada em 26/05/2011 no Boletim da Suzano Papel e Celulose.

Em junho de 2012 o Rio de Janeiro será, mais uma vez, palco de um importante evento mundial na área da Sustentabilidade: a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ou, simplesmente, a Rio+20. Trata-se de uma reunião de cúpula da ONU, para a qual se espera expressiva presença de chefes de estado e de outras lideranças globais, tanto empresariais como da sociedade civil e da comunidade científica, dentre outros segmentos. Tendo como objetivo reforçar o comprometimento político em prol do desenvolvimento sustentável e acelerar ações nesse sentido, a Rio+20 enfocará dois temas principais: a economia verde no contexto de eliminação da pobreza, e a governança global (o quadro institucional necessário para isso).

Como em todas as conferências desse porte, a Rio+20 já está em pleno processo de preparação, por meio de reuniões e conversações conduzidas especialmente no âmbito da ONU. A mais recente dessas reuniões ocorreu dias 07 e 08 de Março último, na sede da ONU, em Nova York. Na ocasião, Kevin McKinley, Secretário Geral Adjunto da ISO, apresentou discurso sobre a importância das normas voluntárias internacionais no sistema global. Mais especificamente, enfatizou a grande contribuição que a ISO 26000 pode trazer para os objetivos e temas principais da Rio+20, especialmente a Economia Verde.

Segundo ele, a ISO 26000 “é um exemplo de como um sistema internacional de elaboração de normas - baseado em consenso e envolvendo os variados setores da sociedade – pode obter um acordo global sobre a implementação pragmática de questões da Economia Verde, ao nível organizacional”. Em outras palavras, trata-se de reconhecer o valor dessa norma como um instrumento prático e legítimo para desenvolvimento da Economia Verde. Ao colocar a ISO 26000 à disposição do secretariado da Conferência, McKinley abre caminho para que – como especulam alguns – esta seja até mesmo tomada como base para algum dos acordos planejados para a Rio+20. A íntegra de sua manifestação pode ser encontrada em http://www.uncsd2012.org/rio20/content/documents/iso-green-economy.pdf


Links Úteis

www.iso.org/sr
(site oficial da ISO: conteúdo em inglês)

www.abnt.org.br (compra da norma e eventos)

www.ecodesenvolvimento.org.br (notícias e registros no canal ISO 26000)

Linkwww.gao.org.br (atividades e documentos do GAO sobre ISO 26000)

www.gvces.com.br (registros, grupo de trabalho. Buscar por ISO 26000)

www.ethos.org.br (registros, notícias, publicações. Buscar por ISO 26000)


ISO 26000 é a norma internacional de responsabilidade social, lançada em novembro de 2010 pela ISO – International Organisation for Standartization.

Fruto do maior processo na história dessa organização (seis anos de trabalhos, envolvendo diretamente mais de 500 especialistas de 99 países e 42 organizações internacionais), a ISO 26000 é reconhecida como a mais abrangente e legítima referência mundial sobre responsabilidade social. Em outras palavras, é o mais completo guia da gestão voltada ao desenvolvimento sustentável e à sustentabilidade. Seus temas centrais são a governança organizacional, os direitos humanos, as práticas trabalhistas, o meio ambiente, as práticas leais de operação, as questões do consumidor, e o desenvolvimento e envolvimento comunitário. Suas práticas fundamentais são o reconhecimento da responsabilidade social, e o engajamento com as partes interessadas. Ao compartilhar notícias, informações e reflexões relevantes, este boletim visa contribuir com sua rápida adoção.