sexta-feira, 22 de junho de 2012

Biojoias levam beleza do Pantanal para o exterior

Empresárias ganham prêmios com produção de acessórios femininos de chifre de boi
A Joias do Pantanal vende acessórios femininos, como colares, brincos e pulseiras

Por Gabriela Flores

A beleza do Pantanal é inspiração para as biojoias confeccionadas pela empresa das sócias Isabel Muxfeldt e Verhuska Pereira. Os produtos artesanais têm o chifre bovino lapidado, comprado de parceiros, como matéria-prima. No processo de lapidação, cera e polimento são usados, mas o material não passa por nenhum processo químico. O resultado são acessórios femininos de grande aceitação no mercado, como anéis, pulseiras, brincos e colares.

Quando abriu as portas, em 2003, a Joias do Pantanal tinha uma produção pequena. Hoje, mil peças são confeccionadas mensalmente, um crescimento de 300% em relação ao início da empresa. O trabalho é feito em parceria com artesãos locais e os preços das peças variam de R$ 15 a R$ 250. Os acessórios já conquistaram os mercados de Portugal e Flórida.

A biojoia produzida pelo empreendimento difunde a cultura pantaneira. “A exuberante beleza do material não podia ser uma exclusividade do Mato Grosso do Sul. Levamos um pouco da cultura do estado para o mundo”, destaca Isabel.

A Joias do Pantanal apoia o comércio justo, voltado ao desenvolvimento sustentável e que oferece aos trabalhadores garantia de direitos e melhores condições de troca. Segundo as empresárias, é uma alternativa concreta e viável frente ao sistema tradicional de comércio.

Em 2007, Isabel e Verhuska conquistaram o terceiro lugar do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios. Três anos depois, como representantes do Empretec (http://empretec.sebrae.com.br/), seminário da Organização das Nações aplicado no Brasil pelo Sebrae, foram finalistas do Women in Bussines Award, em Doha, Qata. O prêmio foi conferido pela Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento do Comércio (Unctad).

“O Empretec foi um marco no meu empreendimento e provocou intensas mudanças, pois, a partir dele, consegui fazer um plano de negócios. Sem o conhecimento que adq uirimos nos cursos do Sebrae (http://www.sebrae.com.br/), o empreendedor não tem como crescer”, afirma Isabel.

Rio+20

Há 40 anos, o Sebrae promove a competitividade e o desenvolvimento sustentável da micro e pequena empresa (MPE). Sustentabilidade é empreendedorismo, eficiência, inovação, gestão, lucro e responsabilidade social e ambiental. Por isso, o Sebrae é parceiro oficial da Rio+20.

O Sebrae representa 99,1% das empresas brasileiras, mais de dois milhões de empreendedores individuais (EI) e 4,4 milhões de agricultores familiares: mais de 37 milhões de pessoas.

Fonte: Joias do Pantanal www.joiasdopantanal.com.br

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Futuro dos negócios está na sustentabilidade

Desafio do Sebrae é organizar e ampliar esse conceito na gestão das pequenas empresas
Da redação

Marcas, produtos e serviços resultantes de práticas sustentáveis são cada vez mais um diferencial competitivo de mercado, exigido pelo consumidor das empresas independentemente do seu porte. Por essa razão, o Sebrae, que há 40 anos trabalha pelo desenvolvimento das micro e pequenas empresas no Brasil, tornou-se patrocinador oficial da Rio+20. O objetivo é inserir o desenvolvimento sustentável – nos seus três eixos: ambiental, econômico e social – definitivamente na agenda dos pequenos negócios, por meio de atitudes simples e do uso de tecnologias verdes.

“Os objetivos de toda empresa são gerar lucro e permanecer no mercado. Se ela consome muita energia e água, por exemplo, tem custos altos, o que é uma desvantagem competitiva. Mas, ao controlar o uso dos recursos, ela ao mesmo tempo melhora a gestão do negócio e contribui para o meio ambiente. Por isso é que vemos lucro e sustentabilidade como objetivos comuns”, explica o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

De todas as empresas brasileiras, 99% são micro ou pequenas, com faturamento bruto anual de no máximo R$ 3,6 milhões. O segmento reúne lavanderias, padarias, salões de beleza, estabelecimentos de comércio, indústrias de pequeno porte, empresas de construção civil e outras, que somam mais de 6 milhões de empreendimentos. Essas empresas são responsáveis por 53% dos empregos formais no país e respondem por 25% do Produto Interno Bruto (PIB). O desenvolvimento sustentável, portanto, precisa necessariamente ser adotado por esse segmento.

“Já existem bons exemplos de ações sustentáveis nos pequenos negócios, mas o desafio é organizar essa agenda, aproximar os empreendedores das tecnologias disponíveis, dos sistemas de financiamento e das melhores práticas da sustentabilidade”, completa Barretto.

Na Rio+20, o Sebrae vai oferecer palestras, cursos e oficinas gratuitos de capacitação para proprietários de micro e pequenas empre sas. Além disso, haverá exposição de empresas provedoras de tecnologias verdes e uma feira que traz oportunidades para quem pretende iniciar um negócio próprio com o viés da sustentabilidade.

Agenda na Rio+20

Entre os dias 15 e 23 de junho, do centro da cidade à Barra da Tijuca, a capacitação empresarial verde estará inserida na programação da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável. Os eventos contemplam empreendedores e quem deseja se tornar dono do próprio negócio.

No Parque do Flamengo, o Espaço Sebrae de Educação oferecerá capacitação e treinamento a empresários de micro e pequenos negócios. As palestras, oficinas e clínicas tecnológicas, com programação diária das 9h às 17h, terão temas relacionados à sustentabilidade, como eficiência energética, redução de desperdício, política de resíduos sólidos, negócios verdes e boas práticas em empresas.

No mesmo local e período, 24 oportunidades surgidas com a econom ia verde serão mostradas na Feira do Empreendedor. As empresas, divididas em duas turmas de 12, apresentarão, em 400 metros quadrados, máquinas, ferramentas, tecnologias, técnicas e franquias que podem transformar um pequeno negócio em empreendimento sustentável. Das 10h às 19h.

Os empreendedores também terão acesso às consultorias de 24 empresas de vanguarda na Mostra Sebraetec. Práticas sustentáveis, como gestão de resíduos sólidos e eficiência energética são o negócio dos 500 fornecedores de pequeno porte que buscam na inovação os diferenciais competitivos para um novo patamar de atuação no mercado global. A conta da consultoria é dividida entre o empresário e o Sebrae. Das 10h às 20h.

No Parque dos Atletas, o Estande Interativo do Sebrae apresentará projetos relacionados à sustentabilidade, como uma maquete que explica a tecnologia de Produção Agroecológica Integrada Sustentável (Pais), um cubo interativo sobre o programa Sebraetec, um vídeo sobre o Centro Sebr ae de Sustentabilidade e um filme em 3D que mostra o Amazontech. Informações sobre financiamento, práticas, produção e consumo baseados na sustentabilidade também estarão disponíveis. Das 11h às 19h, de segunda a sexta, e das 10h às 19h, aos sábados e domingos.


Fonte: Agência Sebrae de Notícias

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Chuveiro ecológico conquista mercado nacional

Equipamento a gás causa menos impacto ao meio ambiente e resolve problema de famílias que sofrem com falta de luz

Por Gabriela Flores

Um chuveiro ecológico criado pelo mecânico Mauro Serra promete impacto menor nas fontes de água e energia e no bolso do consumidor. O produto, que usa gás para o aquecimento, gera economia de 1.000% em energia em relação ao similar elétrico. De pequeno porte, o chuveiro pode ser instalado em qualquer local, como residências, acampamentos, campings, trailers, embarcações, pesqueiros e até pendurado em uma árvore. O equipamento funciona por gravidade e pode ser alimentado, por exemplo, por uma garrafa PET.

Há dois anos, a novidade rendeu ao inventor e à mulher, a engenheira mecânica Jorgea Corrêa, o Prêmio Brasil de Meio Ambiente, concedido pelo Jornal do Brasil, com Apoio da Petrobrás e Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), na categoria Pequena e Micro Empresa.

Em 2008, o casal decidiu abrir a empresa ATA – ÁguaTerraAr, em Paraty (RJ), para vender o produto. A produção começou com quatr o chuveiros e faturamento mensal médio de R$ 1,2 mil. Hoje, a empresa produz 40 peças por mês, vendidas por R$ 345,00 cada uma. O faturamento mensal pulou para R$ 10,3 mil.

Feito de cobre, alumínio, aço inox e ferro fundido, o chuveiro ecológico não consome eletricidade e a emissão de CO2 é quase nula. A regulagem da temperatura é feita pelo usuário, que pode variar do morno ao muito quente. O acendimento é manual, com fósforo, ou automático.

Benefícios

A economia de 1.000% no gasto com energia é possível porque o custo de manter o chuveiro a gás ligado é de R$ 0,53 por hora. Um similar convencional, aquecido a energia elétrica, custa R$ 5,30 para aquecer a água, no mesmo período.

O chuveiro ecológico pesa 3,2 kg. Não há necessidade de nenhuma obra para a instalação e não precisa de bateria ou pilha para o funcionamento do equipamento. De acordo com a engenheira Jorgea, o aparelho consome no máximo 120g/h de gás, o que equivale a um qua rto do consumo dos aquecedores convencionais. “Um botijão de 13 kg dura, em média, de 120 a 150 dias com banhos diários de uma hora. E cada botijão equivale a dez árvores de médio porte em termos de produção energética. Seu uso evita a queima, no Brasil, de 3,5 bilhões de árvores por ano”, contabiliza.

Jorgea conta que para alavancar o negócio procurou o Sebrae e hoje já vende o produto para dez estados brasileiros. “A instituição foi fundamental para o crescimento da minha empresa. Estamos com quatros novas invenções no forno para colocar no mercado”, adianta.

Rio+20

Há 40 anos, o Sebrae promove a competitividade e o desenvolvimento sustentável da micro e pequena empresa. Sustentabilidade é empreendedorismo, eficiência, inovação, gestão, lucro e responsabilidade social e ambiental. Por isso, o Sebrae é parceiro oficial da Rio+20.

O Sebrae representa 99,1% das empresas brasileiras, mais de 2 milhões de empreendedores individuais e 4,4 milhões de agricultores familiares: mais de 37 milhões de pessoas.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias


terça-feira, 19 de junho de 2012

Projeto RECOR marca presença na Rio + 20

O Projeto RECOR começou sua participação na Rio + 20 conferindo o seminário ‘A Reserva da Biosfera e a Rio + 20’, no sábado (16). Na mesa de abertura estiveram presentes o secretário de ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, o presidente do Conselho da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Clayton Lino, o diretor da Unesco/Montevidéu, Jorge Grandi, e o secretário nacional da biodiversidade e florestas, Roberto Cavalcanti.


Durante o evento, Carlos Minc falou sobre o Projeto RECOR e deu dicas de como um projeto de recuperação de matas ciliares pode avançar, enfatizando a participação constante da comunidade ribeirinha no processo de disseminação da educação ambiental.

Após a abertura do seminário, com a mesa redonda ‘Reserva da Biosfera’, mediada pelo diretor da Unesco, Celso Shenkel, seguiram-se as palestras ‘Reserva da Biosfera Cinturão Verde de São Paulo’, ministrada por Rodrigo Victor, ‘Reserva da Biosfera da Amazônia’, com Luís Aragon, ‘Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço’, de Sérgio Augusto Domingues e, por fim, ‘Reserva da Biosfera da Mata Atlântica", ministrada por Clayton Lino.

Em entrevista ao nosso site, Clayton Lino destacou a importância da participação de projetos como o RECOR na Rio + 20, que só reforçam a parceria entre a RBMA e o projeto de restauração do rio Coruripe. “Iniciativas como essa ajudam a formar ideias que possibilitam a expansão dos trabalhos em Alagoas”, afirmou.

Durante o seminário, também foram entregues certificados para os 20 primeiros empreendimentos com o selo Mercado Mata Atlântica. O coordenador do Projeto RECOR e conselheiro da RBMA, Geraldo Gomes de Barros Neto, representou o projeto Arte na Mata, da escola Dom Avelar Brandão Vilela, da cidade de Teotônio Vilela-AL.

O selo é concedido aos produtos de empreendimentos que trabalham para a construção e gestão da sustentabilidade social, econômica e ambiental, realizam efetiva gestão ambiental e respeitam o patrimônio cultural a partir da participação no sistema de gestão da RBMA. Além do certificado, os premiados também receberam uma escultura concebida em material reciclável.

Allan Henrique Pedrosa, presidente da AGERH, proponente do Projeto RECOR, e Valdir Costa, gerente da Usina Coruripe, uma das parceiras do projeto, estiveram presentes e receberam o selo.

Além disso, foram lançados o anuário da Mata Atlântica, o caderno RBMA número 41, livros, folders, cartilhas e a Rede de Sociedades Costeiras Responsáveis para América Latina e Caribe.

Finalizando o evento, foi entregue o Prêmio Muriqui 2012. Os homenageados foram o renomado botânico Carlos Alfredo Joly e a Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência (SBPC). A premiação especial foi entregue ao cientista e ecólogo norte-americano, Thomas Lovejoy.

O Projeto RECOR participa da Rio + 20 até a quarta-feira, dia 20 de junho.

Confira as fotos em:

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Sondagem mostra a visão atual das empresas e gera Termo de Referência

O empresário brasileiro de micro e pequena empresa afirma que ainda não têm muito conhecimento sobre sustentabilidade, mas entende que ações de preservação atraem clientes.

O Termo de Referência para Atuação do Sistema Sebrae em Sustentabilidade estabeleceu eixos estratégicos para que o atendimento do Sebrae promova a adoção de práticas sustentáveis como diferencial competitivo dos pequenos negócios.

O documento é conseqüência da constatação de que a competitividade de uma empresa está cada vez mais associada à adoção de práticas sustentáveis. Nesta primeira edição do Termo de Referência, foram eleitos dois eixos prioritários: Gestão de Resíduos Sólidos e Eficiência Energética. O Sebrae busca promover a sustentabilidade como fator de competitividade para os pequenos negócios, mantendo o foco do seu atendimento nesses dois eixos prioritários.

A publicação do Termo de Referência é precedida por uma sondagem para avaliar o nível de percepção dos empresários de micro e pequenas empresas, no Brasil, acerca dos temas “sustentabilidade” e “meio ambiente”.

Como as empresas vêem a sustentabilidade hoje

Foram entrevistados 3.058 empresários dos segmentos de micro e pequeno porte, em todo o país. Como resultado, constatou-se que a maioria desses empresários (58%) afirma não possuir conhecimento sobre os temas “sustentabilidade” e “meio ambiente”.

Apesar disso, 72% entendem que as micro e pequenas empresas devem atribuir alta importância à questão do meio ambiente e 79% acham que as empresas que adotam ações de preservação do meio ambiente podem atrair mais clientes.

Para 47% dos empresários consultados, a questão ambiental representa oportunidades de ganhos para sua empresa, 40% não vêem ganhos nem despesas e 13% acham que a questão ambiental representa custos e despesas. Embora muitos enxerguem ganhos diretos para as empresas, para outro grupo também expressivo de empresários, as oportunidades de ganhos relacionadas à questão ambiental ainda não estão bem definidas. Isso significa que há necessidade de se esclarecer melhor esse público quanto às vantagens de implementação de ações relacionadas à preservação ambiental.

Pudemos verificar ainda que, embora muitos empresários tenham afirmado não conhecer os conceitos de sustentabilidade, na prática, muitos já realizam ações nessa direção.

Por exemplo, ações de controle do consumo de energia, água e papel são realizadas por 80%, 78% e 68% respectivamente.

Além disso, 66% fazem coleta seletiva de lixo e 61% afirmam realizar tratamentos de resíduos tóxicos, tais como solventes, produtos de limpeza e cartuchos de tintas.

Entretanto, percentual elevado de micro e pequenas empresas ainda não tem por hábito utilizar matérias-primas ou materiais recicláveis no processo produtivo (54%), realizar captação de água da chuva e/ou reutilização da água (83%) e participar do processo de reciclagem de pilhas, baterias usadas ou pneus usados (56%).

O que diz o Termo de Referência

O caminho para a sustentabilidade é amplo e multifacetado e a capacidade operacional das micro e pequenas empresas é pequena face às diversas práticas sustentáveis existentes.

Mantendo o foco do seu atendimento nesses dois eixos prioritários, o Sebrae busca promover a sustentabilidade como fator de competitividade para as MPE, com a devida adequação aos diferentes segmentos – Empreendedor Individual; Microempresa e Empresa de Pequeno Porte; Produtor Rural e Potencial Empresário.

Hoje há responsabilidade compartilhada em relação à destinação dos resíduos. Cada integrante da cadeia produtiva – fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e até os consumidores – fica responsável, junto com os titulares dos serviços de limpeza e de manejo dos resíduos sólidos, pelo ciclo de vida completo dos produtos, que vai da obtenção de matérias- primas e insumos, passando pelo processo produtivo, pelo consumo, até que eles sejam descartados.

Reciclagem de resíduos é requisito

Assim, na área Gestão de Resíduos Sólidos, o Sebrae promove a reutilização e redução de resíduos (economia de matéria prima e redução do custo de manejo de resíduos); a reciclagem de resíduos; a inserção na cadeia de limpeza e de manejo de resíduos, com foco, em especial, nos catadores; a inovação em produtos, serviços e processos com melhores resultados para a sustentabilidade da empresa.

Redução de perdas de energia

Na área de Eficiência Energética, o Sebrae promove a redução de perdas de energia no processo produtivo e de acesso ao mercado; redução da participação do insumo energia no custo do produto e do negócio; inovação em produtos, serviços e processos com melhores resultados para a sustentabilidade da empresa.

A diversidade econômica, ambiental e social do país e a dinamicidade do processo de adequação à sustentabilidade variáveis a serem trabalhadas pela criatividade que a massa crítica qualificada do Sistema Sebrae possui.

Para dar conta desse desafio, o diagnóstico que inicia qualquer atendimento contempla uma avaliação sobre as práticas sustentáveis na gestão do negócio.

E em todos os atendimentos são considerados a pertinência de ações relacionadas aos dois eixos prioritários.

Cada unidade do Sebrae realiza o processo de implementação dessa estratégia de atendimento, com o apoio do Centro Sebrae de Sustentabilidade, que mantém um arquivo digital atualizado de experiências, iniciativas e ferramentas, testadas em ambientes diversos, para instigar a criatividade e produção de respostas em cada situação espacial, de público e natureza das micro e pequenas empresas.

Fonte: Agência de Notícias SEBRAE

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Energia que vem da cana-de-açúcar

Os resíduos secos do cultivo de cana-de-açúcar no Brasil poderiam gerar mais energia do que a potência instalada da Usina de Itaipu. De acordo com o estudo Plano Nacional de Resíduos Sólidos: Diagnóstico dos Resíduos Urbanos, Agrosilvopastoris e a Questão dos Catadores, divulgado no dia 25 de abril pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o uso desses resíduos poderiam gerar 16.464 megawatts por ano.

O levantamento mostra que, entre 13 culturas agrícolas pesquisadas, a cana-de-açúcar foi a que gerou maior volume de resíduos, 201 milhões de toneladas por ano, incluindo subprodutos como o bagaço que tem alto potencial energético e vinhaça com melhor aproveitamento como adubo na própria plantação.

O setor já é considerado autossuficiente em termos energéticos, atendendo a mais de 98% da sua própria demanda de energia. Segundo o Ipea, ainda existe grande potencial para geração de excedentes energéticos que ainda é muito pouco utilizado.


“Para viabilizar uma maior disponibilização dessa energia para a rede elétrica, entretanto, será necessário vencer várias barreiras de ordem técnica, econômica e regulatória, sendo necessários mais incentivos econômicos para motivar os investimentos do setor privado nessa área”, destacou o documento.

Além do potencial energético, a queima do bagaço também soluciona o problema de destinação desse resíduo, que é muito volumoso e de difícil transporte.

No total das 13 culturas pesquisadas pelo instituto, o volume de resíduos produzidos chegou a 291 milhões de toneladas por ano. O Ipea analisou o potencial energético apenas dos cultivos secos, como o de cana-de-açúcar, milho e soja, desconsiderando as culturas de banana, laranja e uva.

“O aproveitamento desses resíduos, além de evitar potenciais impactos negativos causados pelo descarte inadequado no ambiente, pode gerar muitos benefícios econômicos para o país”, destacou o estudo.
  
Os resíduos da agricultura, pecuária e florestas também poderiam atender às necessidades de energia elétrica do setor e ainda ser comercializada no mercado. De acordo com o levantamento, na pecuária, as criações de bovinos, suínos e aves geram cerca de 1,7 bilhão de toneladas de dejetos por ano. Desse total, 365 milhões de toneladas de dejetos são produzidas a partir de criações confinadas, que poderiam virar energia reduzindo os impactos sobre o meio ambiente. A criação de bovinos responde por quase 90% deste volume. (Fonte: Agência Brasil)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Inscrições abertas para o Prêmio Brasil Ambiental

A oitava edição do Prêmio Brasil Ambiental está com as inscrições abertas. Elas se estenderão até o dia 6 de julho próximo. O objetivo é reconhecer as melhores práticas ambientais desenvolvidas por empresas que atuam no país. A premiação é promovida pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro (Amcham Rio). Fundada em 1916, a instituição foi a primeira câmara americana da América Latina.

A iniciativa vai premiar projetos já concluídos ou em fase final de implantação em seis categorias: responsabilidade socioambiental, preservação e manejo de ecossistemas, inovação ambiental, uso racional de recursos hídricos, inventário de emissões e resíduos sólidos.

A cada ano, a Amcham Rio elege um tema de reflexão e debate para o empresariado, informou a assessoria de imprensa da instituição. A questão dos resíduos sólidos foi o tema escolhido nesta oitava edição (2012) da premiação.

As empresas filiadas à Amcham Rio argumentam que há muito ainda a ser feito nessa área, embora dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) mostrem que o Brasil já movimenta cerca de US$ 2 milhões ao ano em termos de reciclagem, o que impede a emissão de 10 milhões de toneladas de gases na atmosfera.

As inscrições podem ser feitas pela internet, no endereço http://www.premiobrasilambiental.com/. Os projetos vencedores serão anunciados no início de agosto, no Rio de Janeiro. (Fonte: Agência Brasil)